Divino Emidio Siriano de Souza, Advogado

Divino Emidio Siriano de Souza

Goiânia (GO)

Sobre mim

Apaixonado pelo direito, responsável, comprometido.
Graduado em Economia pela PUC-GO e Direito pela Universo - Goiânia. Pós Graduado em Finanças, Controladoria e Auditoria, Pós Graduando em Direito Civil e Processo Civil - IGD - GOIÂNIA, Pós Graduando em Direito Criminal - ESA - MG.

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Emerson Prado, Estudante de Direito
Emerson Prado
Comentário · há 10 anos
Rebatendo o rebate:
1.O texto não nega que a ditadura brasileira foi menos violenta - ele afirma que foi extremamente violenta, o que está correto, face aos abundantes fatos expostos e já amplamente conhecidos.
2.Considerar sociologia e filosofia como perigosas é uma falácia terrível. O que fez os ditadores a removerem dos currículos é que estas matérias ensinam o cidadão a questionar. Isto é positivo em qualquer aspecto possível ou imaginável. A troca destas matérias por EMC e OSPB é um dos motivos do povo não ter senso crítico hoje.
4.Outro erro comum. Somente se diz hoje que houve menos corrupção na ditadura porque ela não podia ser investigada nem divulgada. A corrupção correu solta na ditadura, e se manifestou já no próprio golpe: há generais que admitiram aderir ao golpe por dinheiro, e Rubens Paiva já começou perseguido justamente porque fazia parte de uma CPI que investigava corrupção de forças ligadas ao golpe. O caso Coroa-Brastel, sozinho, já faz os três mensalões juntos parecerem troco de padaria. Aliás, caras como Paulo Maluf e Toninho Malvadeza são crias diretas dos ditadores.
5.Somente a risada fez sentido aqui. Jango comunista? O vice de Jânio? Nem li o resto.
6.Vou facilitar o estudo: verifique os níveis de inflação e endividamento do Brasil antes e depois da ditadura. verifique também quanto tempo durou o "milagre econômico", e o que veio logo em seguida. Tudo fica simples quando olhamos os dados reais: a ditadura quebrou o Brasil.
7.A igreja realmente ficou dividida. Mas discordo que só comunistas foram contra o golpe de estado. Isso também é uma tremenda falácia, pois reduz o Brasil a apenas dois tipos de pessoas: os golpistas e os comunistas, e qualquer raciocínio mostra que isto não faz sentido. Há muitos religiosos que se importam com os pobres, e defendem medidas de proteção. Isto não implica em ser comunista.
8.Houve perseguição, agressão, prisões arbitrárias e mortes de estudantes, jornalistas, opositores em geral e até crianças. Não tem cabimento acreditar que todos estes eram insurgentes. Além disso, também a tortura, os assassinatos e as ocultações de corpos dos insurgentes não se justifica.
9.Mesma falácia dos itens 2, 5, 7 e 8: acreditar que todos que não aderiram ao golpe eram comunistas. Há uma infinidade de razões para não se apoiar um golpe de estado, seja pela quebra da democracia, seja pela quebra dos ossos dos opositores. Sim, houve militares com bom senso suficiente para não apoiar a barbárie que durou 2 décadas, e houve forte perseguição contra eles. Nada disso torna alguém necessariamente comunista. E, repetindo o exposto no item 8, mesmo contra os comunistas não se justifica perseguição.
10.Novamente, nada justifica a repressão violenta contra manifestações de qualquer ordem. Além disso, mesmo que os atos fossem sindicais, contavam com a presença de estudantes, jornalistas e outros setores da sociedade. A ditadura reprimiu violentamente, e criminosamente, inúmeras pessoas, de vários grupos. Isto é injustificável.
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